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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Montoito - Um pouco da sua História

 

Quem percorrer o Alentejo encontra a vila de Montoito no triângulo formado pela cidade de Évora e pelas vilas de Redondo e Reguengos de Monsaraz (hoje cidade), 18 km a Sul da primeira e 12 km a Ocidente desta última, numa planura cortada por um afluente da ribeira do Dejebe que desagua, por sua vez, no Guadiana.
cizut_menor_ordem_malta.jpg
É zona de terras de semeadura, montados de sobro e azinho, olivais, vinhedos demarcados, de gados e de caça e actualmente algum regadio implementado pelo perímetro de rega da barragem da Vigia.
Do seu nome nada se sabe. Mas se atendermos á constituição da palavra ( Monte-outo, que deu Montouto e depois Montoito), julgamos plausível aventar a hipótese de esta denominação advir de oito Montes alentejanos, cujo trabalho e incremento agrícola deram origem ao agregado populacional que é agora o povoado.
Ou mesmo, derivar antes do significado da palavra outo que quer dizer palheiro, possivelmente por ter sido uma região muito forrageira (ter muita palha para gado).
Período houve em que foi indistintamente chamada ou por Montoito ou por Vale Longo (Valongo).
MontOITO é realmente uma curiosa palavra composta também por oito letras, algarismo que simboliza a “regeneração” – forma central entre o quadrado (ordem terrestre) e o círculo (ordem da eternidade) – o eterno movimento da espiral dos céus, sinal do infinito e que na mística cosmogónica medieva, foi número emblemático que representava as “águas baptismais”. É, efectivamente, uma povoação muito antiga que se perde nos primórdios da nacionalidade. Couto de colonização rural, antiga comenda (terrenos que antigamente eram dados por benefícios de serviços prestados, em geral a Ordens religiosas ou militares) da Ordem de Avis e depois da Ordem de Malta (ordem militar com o nome primitivo de Cavaleiros Hospitalários de S.João de Jerusalém, depois de Rodes e por fim de Malta), Montoito, como era conhecida, era pertença de Pedro Anes – Reposteiro (pessoa que tinha á sua guarda todo o mobiliário da Casa Real) de EL-REI D.Afonso III e de sua mulher Sancha Anes.
Foi este monarca que lhe concedeu carta de foro, em 3 de Janeiro de 1270. Após a sua morte, herdaram os bens em Montoito suas três filhas: Clara Peres que casou com Gil Anes, Maria Peres que casou com João Domingues e Sancha Peres que casou com Paio Miguel.
Em 1286, foi concluída a venda de tudo o que tinham neste termo a D.Leonor Afonso-filha bastarda de EL-REI D.Afonso III e de D.Elvira Esteves-por “3.000 libras da moeda antiga”.
Casada em primeiras núpcias com D. Estevão Anes e em segundas núpcias com o Alferes-Mor de EL-REI seu pai, D. Gonçalo Garcia de Sousa, rico-homem, feito Conde aquando deste casamento – o único conde deste reinado – Viveu D. Leonor em Montoito, no castelo real de Valongo que se ergue no seu termo, construído, segundo uns, para defesa da vila e segundo outros, para defesa do feudo em que estava encravado.
A terceira parte de Montoito adquiriu-a a Ordem de Malta por troca com o 3º Conde de Barcelos. D. Pedro Afonso, filho bastardo de D. Dinis e a sua mulher D. Branca Peres, com a Vila do Eixo, e que veio mais tarde a ser confirmada. Montoito ficou, portanto, pertença total da Ordem, a partir de 1362.
Montoito e arredores possuem 3 igrejas, uma das quais em quase completa ruína – a de S. Vicente de Valongo – que foi comendatária da Ordem de Malta e está hoje integrada no concelho de Évora, mas que conserva ainda a capelita baptismal com frescos datados de 1609; A igreja Matriz de N. Senhora da Assunção, ou como tem sido sempre conhecida, “Igreja Abaixo”, situada no extremo Sul do aglomerado, pegada ao cemitério e a igreja do Espírito Santo que está no centro do povoado, desconhecendo-se igualmente a altura em que foi erigida. Situada na praça principal – 9 de Abril – teve um hospício anexo com “a roda dos enjeitados”, dependente da Ordem de Malta que funcionava como Misericórdia, e que está perpetuado no nome da travessa onde existiu: Travessa do Hospital.
Da Invocação do Espírito Santo, a sua fronteira data do século XVII, com portal encimado pela cruz de Malta com data de 1603. Possui capela do Senhor Jesus dos Passos em estilo de rococó. Apresenta interessante torre sineira, que já não é primitiva, com relógio de 1969, cujo alçado lateral se continua com as dependências da antiga irmandade e onde hoje se encontra a sede da Junta de Freguesia. Algumas das suas paredes interiores ainda escondem, sob a cal branca, frescos representativos de obras misericordiosas. 
Montoito apesar de não ser uma vila muito grande possui várias Entidades Públicas e Associações locais envolvidas no processo de participação na sociedade.

Bibliografia: Montoito - Memória das Suas Antiguidades

 

Trabalho de Grupo em Cidadania e Profissionalidade no Curso EFA Secundário B3 - Técnicas de Acção educativa - Aliende, ADL.

 

Antónia Cachopas

Carina Saias

Laura Russo

Liliana Caraça

Rosa Cachaço

Rui Murteira

Vera Grazina

 

 

POPH        QREN        Fundo Social Europeu

 


publicado por Montoito às 16:39

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Curso EFA Técnicas de Acção Educativa em Montoito promovido pela ALIENDE

A Aliende - Associação para o Desenvolvimento Local publicou em edital a abertura de uma acção de formação em Técnicas de Acção Educativa com equivalência ao 12º ano para decorrer em Montoito. Esta acção está a ser realizada no âmbito dos Cursos EFA B3, apoiada pelo POPH – Programa Operacional do Potencial Humano.

 

 
 
O número de inscrições foi muito elevado, foram entrevistados todos os candidatos por três técnicos escolhidos pela Aliende e por fim, foram seleccionados 14 formandos.
 
O curso teve início no dia 10 de Outubro de 2008 e tem a duração total de 15 meses (2020 horas). É constituído por vários módulos, tais como: CP - Cidadania e Profissionalidade, onde são tratados os conceitos de democracia, igualdade, liberdade, identidade, solidariedade e participação, entre outros; CLC – Cultura Língua e Comunicação, aprendizagem da noção de cultura, diferentes formas de cultura, aplicação da língua e da comunicação na sociedade, etc; STC – Sociedade Tecnológica e Ciência, as tecnologias da ciência incorporados na sociedade; MPD – Modelos Psicológicos e fase do Desenvolvimento da Criança. Na formação tecnológica vamos conhecer as várias fases do desenvolvimento da criança, os seus componentes (desenvolvimento motor, emocional, cognitivo, linguístico e social), basicamente tudo o que tem a ver com a criança dos 0 aos 6 anos.
Durante a nossa formação teremos ainda um módulo central que dá pelo nome de PRA - Portefólio Reflexivo de Aprendizagem que será construído durante todo o curso, individualmente, com a ajuda dos vários formadores que nos acompanharão e será constituído por uma breve história de vida, onde incluiremos ainda alguns dos melhores trabalhos realizados ao longo da formação.
Ao longo da formação iremos, também, ter a junção de vários módulos que de alguma forma irão complementar o curso, temos ainda um estágio prático que está previsto iniciar-se em Novembro de 2009 em instituições ainda por definir, onde poremos em prática todos os conhecimentos adquiridos até lá.
O objectivo é ficarmos com uma formação para trabalharmos em creches, jardins-de-infância e outras entidades da mesma área, e ainda, obtermos o certificado do 12º ano de escolaridade.
As motivações que nos levaram a entrar para a formação foram várias. Para além da componente técnico-profissional e da obtenção do 12º ano de escolaridade, também existe uma bolsa mensal que nos ajuda financeiramente.
Toda esta informação não estaria completa sem um breve agradecimento à Alinde por mais esta iniciativa e pela oportunidade que nos está a dar para mostramos o quanto valemos a nível individual e em grupo.
Esperamos que nestes 15 meses consigamos terminar a formação com desempenho positivo e alcançar os nossos objectivos.
 
Os Formandos do Curso EFA Técnicas de Acção Educativa
Montoito, 07 de Novembro de 2008

 

POPH        QREN        Fundo Social Europeu


publicado por Montoito às 12:19

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